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Testemunho do seminarista António Pedro Barreiro

Boa noite a todos,
O meu nome é António Pedro Barreiro, tenho 23 anos e sou de Alcobaça. Vim para Lisboa há cinco anos, para estudar Ciência Política e Relações Internacionais. Cinco anos depois, concluída a licenciatura e terminado o mestrado, aqui estou. Sou um dos três jovens que a Paróquia de São Nicolau apresenta este ano ao Seminário de Lisboa. 

Permitam-me dizer-vos, em primeiro lugar, que eu não esperava nada disto. Nosso Senhor apanhou-me de surpresa. Mas foi uma boa surpresa. Recentemente, tenho rezado muito uma frase de um poeta católico – T. S. Eliott –, que diz qualquer coisa como: “num mundo em que toda a gente bate em retirada, aquele que corre na direcção contrária parece estar a fugir”. Ao contar a familiares e amigos a minha decisão de entrar para o seminário, tinha algum receio que pudessem encarar esta opção como uma fuga. Mas, no íntimo do meu coração, sei que não o é. 

Num tempo em que tanta gente está a bater em retirada – porque não quer assumir compromissos; porque quer soltura para experimentar coisas novas; porque dá prioridade aos desejos do momento – as pessoas percebem que o caminho que nos leva ao seminário é o caminho oposto. É deixar tudo para trás, abdicar de qualquer pretensão de fama ou de fortuna, de poder ou de sucesso. E é, ao mesmo tempo, escolher a melhor parte. Só vai para o seminário quem se sente escolhido para isso. Quem sabe que, num determinado momento da sua vida, o Senhor cruzou o olhar consigo e disse: “Vem e segue-Me”. Não há nada no mundo que valha tanto como isso. 

A segunda coisa que queria dizer-vos é que o Senhor deseja cruzar o seu olhar com todos nós. Todos, independentemente da nossa idade, situação profissional ou das circunstâncias da nossa vida. Deus criou-nos, conhece-nos perfeitamente, ama-nos até à medula e tem um projecto para a vida de cada um de nós. Não poderemos ser verdadeiramente livres nem plenamente felizes se não procurarmos conhecer e cumprir esse projecto, porque ele responde perfeitamente a quem nós somos. 

Para descobrirmos a nossa vocação, qualquer que ela seja, é preciso rezar. Pedir muito a Cristo que nos diga o que sonhou para nós. É preciso lavar a alma muitas vezes, passando pela confissão, e ouvir da boca do sacerdote que o Senhor conhece o íntimo da nossa alma; conhece os nossos medos, as nossas fragilidades, e que só Ele é capaz de as perdoar e de as suprir. É preciso também, neste caminho de descoberta da vocação, que sejamos acompanhados por um sacerdote que nos aconselhe e que, em sede de direcção espiritual, nos ajude nas pequenas coisas do nosso quotidiano. A este propósito, queria deixar-vos um testemunho pessoal de enorme gratidão ao Padre Mário Rui, que tem sido, nestes últimos anos, o meu director espiritual. 

Uma última palavra: para nós, que vamos entrar no seminário, é particularmente bonito sermos acompanhados por vós nesta Missa de envio. Agradeço, por isso, às nossas famílias, aos nossos amigos, mas também a todos vós que viestes a esta Missa apenas por Jesus, sem saberdes que era a nossa Missa de envio. Poderíeis ter ido a qualquer outra, mas o facto de estardes aqui e de dividirdes connosco este primeiro momento vale por si só. Doravante, estais de algum modo unidos ao percurso de seminário que vamos iniciar. E, por isso, sinto-me autorizado para vos pedir de modo particular que rezeis por todos nós, para que, à imagem da nossa Mãe do Céu, saibamos ser fiéis a tudo o que o Senhor nos pedir.

Missa de envio dos seminaristas de São Nicolau
Lisboa, 08-IX-019, Festa da Natividade de Nossa Senhora

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