Mendo Ataíde

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Testemunho

A vocação ao sacerdócio não foi algo que identificasse em mim desde pequeno, mas que antes fui descobrindo ao longo da vida. Baptizado a 15 de Setembro de 1990, nasci numa família empenhada em educar-me e dar-me o melhor, a quem agradeço tudo o que sou e recebi. Fiz o meu percurso normal de catequese e de preparação para os sacramentos nas diferentes escolas em que andei em Lisboa, nomeadamente o Queen Elizabeth School, onde me preparei para a primeira confissão e primeira comunhão e no Colégio Militar, onde recebi o Crisma. Ao longo deste itinerário não colocava a hipótese de ser padre, estando antes no meu horizonte um trabalho dentro da área da gestão e uma vida familiar. O que me despertou para a vocação sacerdotal deu-se por um conjunto de encontros que se sucederam após completar os dezoito anos.

Terminado o Colégio Militar, realizei uma experiência de intercâmbio escolar durante um ano no estado do Wisconsin, nos Estados Unidos, onde repeti o 12º ano integrado numa família profundamente cristã. A sua vivência de oração e o amor que demonstravam uns pelos outros – era uma família grande, com onze filhos – fez-me olhar para a minha fé, questionar-me quanto ao valor que lhe dava e aprofundá-la. Regressado desta experiência, trazia comigo a convicção de que a vida com Cristo é a melhor vida que se pode viver.

Ingressei no curso de gestão na Universidade Católica em Lisboa. No intervalo de semestres do primeiro ano do curso, juntei-me à Missão País da Católica. Esta experiência foi fundamental por duas razões. Primeiro, porque aí redescobri de uma forma diferente o sentido da Confissão e da Santa Missa. Foi-me desvelado o valor infinito do perdão de Deus e da Sua entrega por mim, que me sempre esteve acessível nestes dois sacramentos como forma de caminhar no amor de Deus.  Em segundo lugar, a experiência das missões foi fundamental por aí ter feito um conjunto de amigos que me ajudaram a crescer e a caminhar na fé. Após as missões, continuamos a encontrar-nos habitualmente na Missa das 19h15 em São Nicolau, que era celebrada pelo capelão da Católica, padre Hugo Santos.

A convicção que tinha de que a vida cristã é a melhor vida possível reforçou-se e ganhou consistência à medida que a ia vivendo com mais intensidade. É a partir desta experiência que, de tempos a tempos, surge-me a questão da vocação. Ainda antes das missões, estava convencido de que era chamado a ser testemunha de Jesus no mundo, para que outros a Ele chegassem e se salvassem, tinha por mim de que era chamado a fazê-lo tendo uma família grande que fosse luz para os outros. No entanto, durante esta experiência, surge-me interiormente a questão: Será que é este o caminho, ou será que o Senhor me pede mais? Será este um projecto meu ou será mesmo um projecto de Deus? Aos poucos, o caminho para a consagração e para o sacerdócio ia-se tornando mais claro.

Conclui o Mestrado em Gestão na Universidade Católica, que contou com um semestre de Erasmus em Roma e um ano de tese também em Roma. Emergindo a questão vocacional e não estando certo a que realidade eclesial era chamado, estudei filosofia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, depois de uma breve experiência de trabalho na área da consultoria e vendas no âmbito da saúde. Neste processo, fui sendo acompanhado pelo padre Mário Rui e pelo padre Hugo que, após eu estar esclarecido do caminho a que era chamado, apresentaram-me ao reitor do Seminário dos Olivais, o então padre José Miguel Pereira, que me recebeu e integrou na vida da casa.

No seminário tive a oportunidade de trabalhar pastoralmente com a paróquia do Estoril e com o Pré-seminário de Lisboa. Este ano estou na paróquia da Ramada. Sou diácono desde dia 1 de Dezembro de 2019. Tenho sido agraciado ao longo de todo este caminho, por todas as pessoas e oportunidades que me foram dadas, pelas quais agradeço profundamente a Deus.